Lendo a afirmativa de Paulo, reconhecemos que, em todos os tempos, o discípulo
sincero do Evangelho é defrontado pelo grande conflito entre as sugestões
da região inferior e as inspirações das esferas superiores da vida.
O "espírito do mundo" é o acervo de todas as nossas ações delituosas,
em séculos de experiências incessantes; o "espírito que provém de Deus"
é o constante apelo das Forças do Bem, que nos renovam a oportunidade
de progredir cada dia, a fim de descobrirmos a glória eterna a que a Infinita
Bondade nos destinou.
Deus é o Pai da Criação. Tudo, fundamentalmente, pertence a Ele. Todo
campo de trabalho é do Senhor, todo serviço que se fizer será entregue
ao Senhor, mas nem todas as ações que se processam na atividade comum
provêm do Senhor.
Coexistem
nas oficinas terrestres, quaisquer que sejam, a criação divina e a colaboração
humana.
E cooperadores surgem que se valem da mordomia para exercer a dominação
cruel, que se aproveitam da inteligência para intensificar a ignorância
alheia ou que estimam a enxada prestimosa, não para cultivar o campo,
mas para utilizá- la no crime.
O
cientista, no conforto do laboratório, e o marinheiro rude, sob a tempestade,
estão trabalhando para o Senhor; entretanto, para a felicidade de cada
um, é importante saber como estão trabalhando.
Lembremo-
nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A favor de nossa
própria redenção, é justo indagar se estamos cooperando com o espírito
inferior que nos dominava até ontem ou se já nos afeiçoamos ao espírito
renovador do Eterno Pai.
Emmanuel
(Do livro: "Vinha de Luz " - Editora: FEB) |