Ninguém
julgue sejam necessários grandes cataclismos para que se efetue a modificação
de planos da criatura.
O
homem pode mudar-se de esfera, sem alarido cósmico, e as zonas superiores
e inferiores representam graus de vida, na escala do Infinito.
Elevação
e queda, diante da própria consciência, constituem impulso para cima ou
para baixo, no campo ilimitado de manifestações do espírito imperecível.
Toda
modificação para melhor reclama luta, tanto quanto qualquer ascensão exige
esforço.
É
imprescindível a preparação de cada um para a subida espiritual.
É natural, portanto, que os vanguardeiros sejam porta-vozes a todos aqueles
que acompanham o trabalho de melhoria, aglomerados em multidão.
Eis
por que, personificando no discípulo do Evangelho a trombeta viva do Cristo,
dele devemos esperar avisos seguros.
Em
quase todos os lugares, observamos os instrumentos de sons incertos que
dão notícia do serviço a fazer, mas não revelam caminhos justos.
Na maioria dos núcleos do Cristianismo renascente, deparam-se-nos trabalhadores
altamente dotados de luz espiritual, que duvidam de si mesmos, companheiros
valiosos cuja fé somente vibra em descontínuas fulgurações.
É
necessário compreender, porém, que o som incerto não atende ao roteiro
exato.
Serve
para despertar, mas não fornece orientação. Os aprendizes da Boa Nova
constituem a instrumentalidade do Senhor.
Sabemos
que, coletivamente, permanecem todos empenhados em servi-lo, entretanto,
ninguém olvide a necessidade de afinar a trombeta dos sentimentos e pensamentos
pelo diapasão do Divino Mestre, para que a interferência individual não
se faça nota dissonante no sublime concerto do serviço redentor.
Emmanuel
(Do livro: "Vinha de Luz " - Editora: FEB) |