Faremos
hoje o bem a que aspiramos receber.
Alimentaremos
para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles
para conosco.
Pensaremos
acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto
a nós.
Falaremos
as palavras que gostariamos de ouvir.
Retificaremos
em nós tudo o que nos desagrade nos outros.
Respeitaremos
a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade
que nos pesa nos ombros.
Consideraremos
o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos
quanto os nossos.
Auxiliaremos
sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem
que dirijam perguntas.
Ampararemos
as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas,
sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem.
Trabalharemos
e serviremos de moldes que reclamamos do esforço alheio.
Desculparemos
incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão
de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem
porventura tenhamos ofendido.
Conservaremos
o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão
e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam.
Usaremos
paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que
esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós.
Faremos,
enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam.
Para
que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande
em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em
todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje. |