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FRANCO ZEFFIRELLI
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Artista
cênico versátil e original, Zefirelli fez cenografia, direção
e produção de ópera com a mesma competência
com que dirigiu filmes de alta qualidade dramática, alguns, e francamente
comerciais, outros. Uma de suas especialidades, a versão cinematográfica
de óperas, contribuiu para a popularização de um
gênero reservado até então a poucos aficionados.Gianfranco
Corsi, que adotaria o nome artístico de Franco Zeffirelli, nasceu
em Florença, Itália, em 12 de fevereiro de 1923. Cursou
arquitetura na Universidade de Florença e integrou um grupo de
teatro universitário, mas interrompeu os estudos com a ocupação
da Itália pelos alemães e tornou-se membro da resistência.
Ao findar a guerra, radicou-se em Roma para seguir a carreira de ator.
Em 1946 entrou para a companhia de Luchino Visconti, na qual trabalhou
como ator e assistente de direção. Trabalhou com Visconti
em La Terra trema (1948; A Terra treme) e outros filmes, antes de um período
mais dedicado à montagem de óperas. Encenou espetáculos
memoráveis, como L'italiana in Algeri, de Rossini, para o Scala
de Milão, e dirigiu estrelas de primeira grandeza da música
lírica mundial, como Maria Callas e Joan Sutherland.Realizou
depois diversos filmes, entre os quais se destacam The Taming of the Shrew
(1967; A megera domada), com Elizabeth Taylor e Richard Burton; Romeo
and Juliet (1968; Romeu e Julieta), Brother Sun, Sister Moon (1973; Irmão
Sol, irmã Lua) e Jesus of Nazareth (1976; Jesus de Nazaré),
produzido originalmente para a televisão. Fez dois filmes em Hollywood
-- The Champ (1979; O campeão) e Endless Love (1981; Amor sem fim)
--, mas suas incursões cinematográficas mais notáveis
na maturidade foram as versões de I pagliacci (1981), ópera
de Leoncavallo; e La Traviata (1982) e Otello (1986), obras-primas de
Verdi. |
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FILMOGRAFIA 1999 Chá com Mussolini
direção |
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