A tela está escura. Ao fundo, ouvem-se três assobios. Explodem então os primeiros acordes de "Tonight", iniciando um pot-pourri musical. Na tela, os olhos se enchem com um estranho desenho de linhas que se entrecruzam em vários padrões de cores. De pronto, os rabiscos se fundem magicamente com uma vista aérea da cidade de Nova Iorque ao tempo em que aparece em letras desenhadas o título: WEST SIDE STORY.
Silêncio novamente. A câmera passeia pelo porto de Manhattan, a sede da ONU, o Empire State Building, o Yankee Stadium, cartões postais bastante conhecidos. Novamente ouvem-se assobios compassados. Vê-se novamente alguns prédios suburbanos, de periferia. Este é o "lado oeste" de Nova Iorque, onde, em 10 minutos de dança e música - quase sem diálogo algum - conheceremos os Sharks e os Jets, duas gangues de jovens em constante luta pelo domínio dessa área.
Começa assim, "Amor, Sublime Amor", o primeiro musical a colocar de lado as histórias ingênuas que o gênero oferecia, ao trazer a realidade para a tela, mostrando o lado social do preconceito racial: os Sharks são porto-riquenhos que lutam para não serem subjugados pelos Jets, americanos que se acham apenas o "máximo, incrível, fantástico".
Dentro desse universo, temos Tony - ex-líder do Jets - e Maria, irmã de Bernardo, o líder dos Sharks. Para piorar ainda mais a situação, os dois se apaixonam e, é claro, enfrentam a oposição ferrenha de seus iguais, o que resultará num desfecho dramático e inusitado, num caso talvez único na história dos musicais. Se isso lembra uma certa peça de Willian Shakespeare, não é mera coincidência. Trata-se da transposição de Romeu e Julieta, essa fascinante história de amor que tem perdurado através dos séculos.

* Se você está pensando em comprar o DVD de Amor, Sublime Amor, saiba logo de início, que o que vai assistir não é a mais um mero filme, mas um verdadeiro mito, provavelmente o melhor musical já feito na história do cinema - diga-se de passagem, um dos últimos expoentes da fase dourada deste gênero que teve seu apogeu cerca de uma década antes (nos anos 50) com os brilhantes musicais da metro (Cantando na Chuva, Desfile de Páscoa, Sinfonia de Paris, Meias de Seda, entre tantos outros produzidos por Arthur Freed.

 

ELENCO

Natalie Wood... (Maria)
Richard Beymer... (Tony)
Russ Tamblyn... (Riff)
Rita Moreno... (Anita)
George Chakiris... (Bernardo)
Simon Oakland... (Lieutenant Schrank)
Ned Glass... (Doc)
William Bramley... (Officer Krupke)
Tucker Smith... (Ice)
Tony Mordente... (Action)
David Winters... (A-Rab)
Eliot Feld... (Baby John)
Bert Michaels... (Snowboy)
David Bean...(Tiger)
Robert Banas (Joyboy)
 

FICHA TÉCNICA

Direção de:
Jerome Robbins
Robert Wise
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Os roteiristas Ernest Lehman e Stephen Sondheim fizeram a adaptação do musical da Broadway, escrito originalmente por Arthur Laurentis
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Amor, Sublime Amor ganhou os Oscars de Melhor Direção, Fotografia (Daniel L. Fapp), Música (Leonard Bernstein), Direção de Arte e Cenografia (Boris Leven e Victor Gangelin), Atriz Coadjuvante (Rita Moreno) e Ator Coadjuvante (George Chakiris).

 

© 2002 NostalgiaBR - Geraldo de Azevedo